17 março 2017

Diário de Notícias Madeira: «‘Textos do Abocalipse’ escolhidos por Rui Lopes. Obra de António Aragão em espectáculo no Teatro Sá da Bandeira em Abril»

Diário de Notícias Madeira
Quarta-feira, 15 de Março de 2017
Jornalista Paula Henriques

‘Textos do Abocalipse’ escolhidos por Rui Lopes

Obra de António Aragão em espectáculo no Teatro Sá da Bandeira em Abril

António Aragão, à esquerda, com o escritor Alberto Pimenta. Foto Arquivo Global Notícias

Estreia no dia 1 de Abril em Santarém, no Teatro Sá da Bandeira, um espectáculo de teatro criado a partir do livro ‘Textos do Abocalipse’ (1992), de António Aragão, madeirense pioneiro da poesia experimental em Portugal. O trabalho com o mesmo título é levado à cena através de uma parceria entre o encenador Rui Lopes e Pedro Barreiro, director artístico e programador deste espaço cultural.

António Aragão nasceu em 1921 em São Vicente e faleceu em 2008 no Funchal, sendo um dos ilustres autores madeirenses, com obra não apenas no domínio da literatura – escreveu poesia, ficção e para teatro, mas também da pintura. O autor de ‘Textos do Abocalipse’ fez formação em Lisboa, Coimbra, Paris e Roma, antes de assumir a direcção do Arquivo Distrital do Funchal, tendo deixado uma vasta obra, onde sobressai o jogo de palavras que criava.

Sobre o livro de contos em questão, escreveu Thierry Proença dos Santos na Revista Margem 2, Número 28: “Se do livro se pode tirar uma lição e aplicá-la aos dias que correm será, sem dúvida, a do exercício permanente da crítica, da inventividade e do inconformismo que o texto exemplifica”.

A sessão em Santarém será seguida de uma conversa sobre ‘poesia irreverente e de resistência’ em Portugal.

in Diário de Notícias Madeira, 15 de Março de 2017

Teatro Sá da Bandeira: Textos do Abocalipse, de António Aragão



Teatro Sá da Bandeira
Rua João Afonso nº7
2000-055 Santarém

Textos do abocalipse
de António Aragão

Sinopse
Textos do abocalipse, publicado em 1992, é um livro de António Aragão que contém revelações extraordinárias sobre uma estranha espécie animal (e que deve ser lido várias vezes e com muita atenção).
Textos do abocalipse, em 2017, é um espetáculo que apresenta os oito textos do livro de António Aragão, pela sua ordem original, do princípio ao fim.

Ficha técnica
Texto: António Aragão
Conceito original: Rui Lopes
Criação cénica: Carolina Lopes, Luís Coelho, Joana Santos, Pedro Barreiro, Ricardo B. Marques, Rui Lopes, Silvana Ivaldi e Tiago Correia.
Interpretação: Carolina Lopes, Luís Coelho, Joana Santos, Rui Lopes (voz) e Silvana Ivaldi.
Desenho de luz e som: Ricardo B. Marques e Tiago Correia
Conceção gráfica da folha de sala: Fernando Brito
Texto introdutório (prefácio): Alberto Pimenta

1 de abril de 2017 - Teatro Sá da Bandeira – Santarém
21.30
Duração: 120 minutos (aprox.)
Preço: 3 euros
Classificação etária: maiores de 12


Rui Lopes (1971)
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses/Ingleses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Mestre em Teoria da Literatura, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Professor do Ensino Básico e Secundário, desde 1994. 
Traduziu obras de Ambrose Bierce (Tinta da China), Charles Bukowski (Antígona), Peter Brook (Orfeu Negro), dedicando-se, nos últimos anos, à tradução de livros para crianças na coleção Orfeu Mini (Oliver Jeffers, Peter Newell, entre muitos outros).
É autor, com a ilustradora Renata Bueno, do livro Aqui há gato, a publicar em março de 2017 na coleção Orfeu Mini.
Fundou o grupo de teatro AN!MAL (2007-2015), em Santarém, com antigos alunos da disciplina de Oficina de Teatro, tendo encenado diversas peças, sobretudo no âmbito do projeto Panos, da Culturgest. Posteriormente, dirigiu o Laboratório de Criação Teatral, no Teatro Sá da Bandeira, que culminou com a apresentação do espetáculo Instalação. Em 2016, apresentou o espetáculo MISS, a partir de Menina Júlia, de August Strindberg, reposto em 2017.

Livro da autoria de António Aragão adaptado ao Teatro


Num trabalho original de Rui Lopes, em colaboração com Carolina Lopes, Luís Coelho, Joana Santos, Pedro Barreiro, Ricardo Marques, Silvana Ivaldi e Tiago Correia, foi adaptado ao Teatro o Livro da autoria de António Aragão, Textos do Abocalipse.
A peça de teatro, em forma de homenagem a António Aragão, reúne os 8 textos do livro, mantendo a sua ordem original.
Subirá ao palco no dia 1 de Abril de 2017, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém.

António Aragão na Conferência ELO'17 «Electronic Literature: Affiliations, Communities, Translations»


A ELO - Electronic Literature Organization está a organizar a conferência «Electronic Literature: Affiliations, Communities, Translations», a ter lugar este ano no Porto, entre 18 e 22 de Julho. Tendo como Chair Rui Torres (Universidade Fernando Pessoa) e Sandy Baldwin (RIT), a edição deste ano pretende ser um espaço de debate sobre intercâmbios, negociações e movimentos no campo da literatura eletrónica. A ELO Conference é um evento incontornável nesta área de investigação. É a primeira vez que esta conferência é organizada em Portugal e, este ano, contará com a presença de mais de 250 académicos e artistas, oriundos de mais de 35 países.
A Obra de António Aragão será abordada na sua condição de pioneira no âmbito da Poesia Experimental Portuguesa.
Website oficial da conferência:

Obras de António Aragão em exposição na Galeria ZDB (Lisboa) até 15 de Abril

in Observador, 12/02/2017:
Jornalista Joana Emídio Marques
Redescobrir a Poesia Experimental Portuguesa na ZDB


Dois cartazes de António Aragão, Operação 1 (1967), o mais importante autor deste movimento

Na Lisboa do fim dos anos 50 entre Surrealistas, Abjecionistas e Neorealistas, de costas voltadas para o Orfeu de Pessoa e fora das portas do Café Gelo, surgia aquele que foi, e é, o mais marginal e o menos conhecido movimento literário português do século XX: a Poesia Experimental.

Não obstante ter congregado nomes como Herberto Helder, Alexandre O’ Neill, Ana Hatherly, António Barahona, E.M Melo e Castro ou Luiza Neto Jorge, aquele que ficou conhecido como o PO-EX, foi sempre olhado com a paternalista condescendência de quem observa uma brincadeira de crianças. E se no Brasil a poesia concreta tem, até hoje, uma forte pujança e ganhou fôlego com as novas tecnologias, em Portugal este género de obras tem poucos seguidores. Assim, a exposição VERBOVOCOVISUAL, na Galeria Zé dos Bois, no Bairro Alto, em Lisboa (inaugura a 12 de fevereiro), promete ser uma pedrada no charco. São quase uma centena de obras, realizadas entre 1960 e 1975, happenings, conferências, lançamentos de livros, performances para ver ao longo dos próximos dois meses e redescobrir a génese deste projeto artístico que durante mais de uma década colocou Portugal na vanguarda da poesia.

Para as 17 horas do dia 12 de Fevereiro, está marcada uma reencenação do happening “Concerto e Audição Pictórica”. Este concerto aconteceu um dia depois da inauguração da primeira exposição do movimento, em 1965, e será agora recriado pelos poetas e músicos Américo Rodrigues, António Poppe, Rafael Toral, Nuno Moura, Lula Pena, entre outros.

“A Poesia Experimental tinha um amplexo de liberdade, de rutura e uma força criativa verdadeira, do tempo em que o pão se fazia com boa farinha. Eles criaram uma relação de agitação de inquietação com o leitor, com o espectador e acredito que essa inquietação faz a falta hoje. A PO-EX tinha um forte carácter político mesmo que isso não fosse tão óbvio como era o Neorealismo”, afirma Natxo Checa, o curador da exposição, que quer chegar a um público alargado, que não é só o público da poesia ou da música mas que é o público diferenciado da ZDB. “Esta é uma exposição histórica, não espero menos do que 50 pessoas por dia”, diz, ainda.

PO-EX: a poesia como arte total

Esta ambiguidade, indefinibilidade e polivalência do real são testemunhadas, no plano da representação estética, pela experimentação e o encontro sucessivo, desajustamentos e ajustamentos entre a imaginação e a realidade (…) Trata-se de uma regra tradicional que a tradição esquece, quando perde o dinamismo sobre que assenta. Porque a tradição é um movimento. Em principio não existe nenhum trabalho criativo que não seja experimental…”Herberto Helder, 1964
Este excerto pertence ao editorial do primeiro número dos Cadernos de Poesia Experimental, de 1964, a primeira publicação dedicada a este movimento e que é organizado por Herberto Helder em conjunto com António Aragão. Não tendo nunca havido um manifesto, este texto, que pode ser visto e lido na ZDB, traça as ambições do PO-EX: contrariar a estereotipização do poder criativo operada pelo cânone literário e, como acrescentará Ana Hatherly “pelos mitos enraizados no meio literário português, como a verdade, o talento, a inspiração”.

O movimento rejeita o psicologismo , o projeto nacionalista órphico, o sentimentalismo, as regras da métrica e da gramática e aproxima-se do movimento da poesia concreta brasileira iniciado no início da década de 50 pelos irmão Haroldo e Augusto Campos, Décio Pignarati, Pedro Xisto. Estes autores também estão representados na VERBOVOCOVISUAL, tal como Pierre Garnier, Henri Chopin, Ian Hamilton Finlay, John Furnival, Ken Cox, Bob Cobing, dos movimentos da poesia experimental da Alemanha, França e Inglaterra.

A Poesia Experimental aproximava-se do matemático e do maquínico, dos algoritmos mas também recuperava os milenares pictogramas, hieróglifos, anagramas. Letras, notas musicais, onomatopeias, filmes, grafittis, banda-desenhada, ready-mades, escultura, cartazes. Era, enfim, uma “máquina de emaranhar paisagens”, retomando o titulo de um poema de índole experimental de Herberto Helder. Resumindo, nem sempre podia estar contida num livro, precisava das ruas, precisava do corpo dos autores, aspirava a ser não apenas um ato intelectual, uma fruição burguesa, mas uma experiência corpórea, sensorial total. Escreve Ana Hatherly:

Tratava-se de um acto de rebeldia contra o status quo, um questionar profundo da razão de ser do acto criador. Uma arte que assume ser sempre metalinguagem e uma reflexão sobre o código(…) pois a literatura de hoje reflete e ilustra a decadência da classe dominante, que dela se apropriou para uso rotineiro e institucional…”
Apesar de o movimento só aparecer formalmente nos anos 60, a verdade é que já nos anos 50 surgem trabalhos que se aproximavam ao que estava a ser feito pelo Movimento da Poesia Concreta no Brasil. Um dos primeiros é a obra Espelho Cego de Salette Tavares (1957), autora que viria a ser uma das mais profícuas deste movimento com os seus “jogos gráficos de escrita, de desconstrução de palavras, repetição e omissão, transformação da sintaxe, brincadeiras com letras soltas, que geram novos e provocatórios significantes e significados”, como escreve Adelaide Ginga do MNAC. Mas há também trabalhos de José-Alberto Marques, de 1958, de Alexandre O’Neill, de 1960.

Ao longo de mais de uma década o PO-EX viria a juntar poetas de passagem como Herberto Helder, António Barahona, Cesariny, Ângelo de Lima, Ramos Rosa que depois derivaram para outras formas poéticas, mas também nomes que se confirmaram dentro do PO-EX, entre eles António Aragão, E.M Melo e Castro e Ana Hatherly, Liberto Cruz (Álvaro Neto), Abílio-José Santos, Fernando Aguiar e Silvestre Pestana. Todos eles representados agora na ZDB.

Apesar de ter perdido a força combativa depois de 1975, e de ter poucos seguidores o PO-EX teve ainda contribuições importantes nas performances de Alberto Pimenta e a VERBOVOCOVISUAL homenageia também este autor e outros devedores do experimentalismo como os Calhau!, Alexandre Estrela, B-Fachada, Manuela Pacheco e Sei Miguel.

Como escreve Rui Torres, um dos autores com mais investigação desenvolvida sobre a Poesia Experimental Portuguesa e cujo trabalho pode ser visto aqui: “A poesia experimental continua a ter uma posição marginal no mercado literário”. Os seus formatos anteriores e atuais escapam sempre ao convencionalismo, hibridizam os géneros, procuram transgredir a gramática enquanto forma de poder sobre a linguagem.

VERBOVOCOVISUAL

Propondo um percurso expositivo cronólogico, VERBIVOCOVISUAL percorre os antecedentes da poesia experimental através de bibliografia nacional e internacional publicada entre meados dos anos 50 até 1975. As publicações coletivas que nomearam a poesia Experimental: PO-EX 1 e 2, Operação 1 e 2 e Hidra 1 e 2 expostas nas paredes cruzam-se com “Ideogramas” de Ernesto de Melo e Castro, obra fundamental do concretismo literário português. Definem ainda o espaço os filmes “Roda Lume” (1968) de Melo e Castro e “Música Negativa” (1977) de Ana Hatherly, objetos poemáticos e espaciais de António Aragão ou Salette Tavares, e outros trabalhos originais em formatos diversos incluindo cartazes, pintura, desenho, serigrafia, folhas de sala, etc.

O percurso é encerrado com a reposição da exposição “Concepto Incerto”, que Ernesto M. de Melo e Castro apresentou em 1974 na livraria Bucholz em Lisboa.

VERBIVOCOVISUAL: Poesia concreta e experimental portuguesa de 1960 a 1975 está patente na ZDB, de 12 de fevereiro a 15 de abril, Segunda a Sábado, 19h00 às 23h00. A Curadoria pertence a Natxo Checa. Entrada: 2 euros


24 novembro 2016

Diário de Notícias Madeira: «Marcos Aragão acusa Câmara Municipal do Funchal de má-fé»

Diário de Notícias Madeira
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016 
Jornalista Sandra da Silva Gonçalves
Foto Rui Silva

 Marcos Aragão acusa CMF de “má-fé”
 Filho de António Aragão considera que a autarquia funchalense não está interessada na aquisição do seu espólio, contrariando a intenção que foi manifestada publicamente

 Espólio de António Aragão é um marco histórico na cultura madeirense

Marcos Aragão Correia acusa a Câmara Municipal do Funchal (CMF) de “má-fé” pelo facto de não responder “a nenhum dos diversos contactos empreendidos tanto por telefone, como por escrito” pela advogada Isabel Duarte que, neste momento, está a tratar do processo referente ao espólio de António Aragão.

O filho do artista disse que, na altura em que Ricardo Veira já não era o advogado que estava a dirigir o caso, a CMF “continuou a endereçar correspondência” ao mesmo, notificando-o no dia 14, isto é, quando este já tinha o mandato revogado, para, num prazo de 10 dias, providenciar o levantamento do espólio que se encontra guardado no Teatro Municipal Baltazar Dias, salientando que “a autarquia não se responsabiliza, em caso algum, pela perda ou deterioração dos bens em referência”.

“Ou seja, ao contrário do que a CMF sempre declarou publicamente, esta, na verdade, não manifesta na prática qualquer interesse na aquisição do espólio de António Aragão”, frisou.

No seu entender, esta situação significa que a autarquia funchalense está a “desprezar” a advogada e empenhada na “imediata devolução” do espólio em vez de negociar a aquisição, inclusivamente “numa altura em que o leiloeiro já comunicou a aquisição directamente com a família por não nos representar mais no referido processo”.

“Isto é, a CMF reservou, por iniciativa própria [e não nossa], o espólio do meu pai desde 26 de Fevereiro do ano passado, tendo deliberado a aquisição e o seu pagamento, mas nunca o pagou nem tentou ultrapassar com os proprietários qualquer problema que existisse, sendo que, entretanto, tomou posse dele no início de Outubro de 2015. Com este comportamento de autêntica burla qualificada, a CMF causou-nos um prejuízo enorme na ordem de centenas de milhares de euros, não só por nos ter impedido de, entretanto, vendermos o espólio a verdadeiros interessados fora da Madeira [perdemos numerosas oportunidades, documentadas], como também ofendeu gravemente a honra e a dignidade do nome do meu pai, que foi negativamente afectado no mercado da arte pelo ostracismo a que a autarquia do Funchal votou o espólio artístico de António Aragão”, reforçou.

Tendo isto em conta, revelou que já foram dadas instruções à advogada para, “a se verificar a continuidade deste comportamento criminoso da autarquia do Funchal, ser intentado ainda durante o corrente mês, junto da Procuradoria-Geral da República, um processo crime contra Paulo Cafôfo, por suspeita fundada e documentada da prática do crime de prevaricação, que estabelece o seguinte: O titular de cargo político que conscientemente conduzir ou decidir contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém, será punido com prisão de dois a oito anos.”, concluiu.

in Diário de Notícias Madeira, 24 de Novembro de 2016

17 novembro 2016

Portugal: um país governado por psicopatas (só pode)


 

Solidários com Maria de Lurdes Lopes Rodrigues!
 
Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é uma investigadora portuguesa que foi detida e levada para a prisão de Tires, no dia 29 de Setembro, onde deverá cumprir, segundo a sentença, três anos de prisão por crimes de difamação e injúria contra juízes e magistrados. Porque acreditamos que a pena é totalmente desajustada à gravidade dos crimes que lhe são imputados e de que foi acusada, e que a sua prisão resulta de um erro judicial que se traduz numa violação de direitos humanos, consideramos que a libertação imediata de Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é a única forma de corrigir a injustiça cometida e de preservar valores fundamentais como a liberdade de expressão numa democracia.

Com efeito, após a não atribuição daquela bolsa, Maria de Lurdes apresenta queixa contra o Ministério da Cultura e o então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho pelas ilegalidades da não atribuição, tendo exigido ao Ministério, assim como o solicitou o Juiz que se debruçava sobre a queixa apresentada por aquela cidadã, por três vezes, os Pareceres do Júri que consubstanciavam a não atribuição da bolsa a que considerava ter pleno direito, mas esses Pareceres nunca foram apresentados pela simples razão de que nunca existiram, conforme um dos membros do supracitado júri veio a admitir à queixosa.

Esta inqualificável recusa em apresentar os pareceres ao Tribunal, levou a que o Juiz que presidia ao julgamento, perante a evidência da ilegalidade, em vez de exercer a autoridade sobre os faltosos, fazendo-os cumprir a determinação do Tribunal para que apresentassem os ditos Pareceres, tivesse, antes, optado por arquivar o Processo!

Em sede de recurso, foi dada razão à Maria de Lurdes Lopes Rodrigues, mas tratou-se de uma vitória com sabor amargo porque, como o próprio acórdão reconhece, passado tanto tempo entre a queixa e a decisão, já não havia condições materiais para a ressarcir dos seus direitos. Ou seja, já não havia bolsa nem fundos que assegurassem o seu financiamento!

A partir daí o caso muda de figura, a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues apresenta uma queixa-crime contra todos os Juízes que participaram na decisão, e contra os decisores do Ministério da Cultura que deliberaram a não atribuição da bolsa.

Estes factos, produzidos a montante, promovem a jusante, uma reação em cadeia. Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é vítima desses processos. E é por isso que hoje se encontra na condição de reclusa. Por ter denunciado manifestas ilegalidades em termos que os visados consideraram como injuriosos e difamatórios. E é por não estarem de acordo com o conceito de Justiça que decide enclausurar uma cidadã comprometida com o progresso, a inovação e a vida social do seu país, que esta Petição e os seus peticionários a promovem, esperando que o assunto mereça a ponderação de Vossa Excelência e dos órgãos que estes venham a considerar necessários chamar para, por um lado, esclarecer a génese e o rumo dos eventos que levaram à prisão desta cidadã e, por outro, que influenciem a revogação da pena que lhe foi injustamente aplicada.

A Maria de Lurdes Lopes Rodrigues foi presa a 29 Setembro deste ano! Num Portugal do Século XXI não podemos aceitar que haja crimes – e muito menos penas de prisão efectiva – para delitos de opinião. No entanto, a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues está presa porque ousou questionar o poder discricionário do então ministro da Cultura – Manuel Maria Carrilho - e do Ministério a que presidia. Ministro e ministério que, segundo alega – e ficou provado em tribunal -  lhe retirou o direito a uma bolsa que tinha ganho por mérito, num concurso em que ficou em segundo lugar e em que o primeiro da lista desistiu.  Uma bolsa para continuar a estudar cinema na Holanda quando tinha chegado da Checoslováquia onde igualmente tinha estudado cinema com outra bolsa por si ganha.



Mensagem Anonymous Portugal



Mais denúncias sobre a ladroagem do governo português


16 novembro 2016

António Aragão (résumé)


António Aragão
Painter, Sculptor, Historian, Researcher, Writer and Poet,
António Aragão was one of the most important personalities
of Portuguese Culture

Painter, sculptor, historian, researcher, writer and poet, António Aragão was one of the most important personalities of Portuguese Culture during the last century until his death in 2008.

António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia, was born in Portugal, Madeira Island, in S. Vicente on the 21st of September 1921. He died in Funchal on the 11th of August 2008. He soon broke the barriers of geographical isolation to perch himself on academic stages and afterwards he earned, with high merit, aesthetics, art and technique, a cutting-edge place in Portuguese culture.

He graduated in Historical and Philosophical Sciences from the Faculty of Linguistics at the University of Lisbon and in Librarianship and Archive from the University of Coimbra. He studied Ethnography and Museology in Paris under the guidance of the Director of UNESCO's International Council of Museums. He attended the Central Institute of Restoration in Rome, where he specialized in art restoration and worked in the laboratory of restoration of the Vatican. He held a scholarship for the Calouste Gulbenkian Foundation in Paris and Rome.

Aragão Mendes Correia was a man of rich creativity, lively, controversial, nonconformist, sometimes even eccentric he left his indelible personal marks  in places he passed through. It was hard not to notice him when he got to work, whether it was in the investigation of history and ethnography, or when he sculpted, painted or wrote. The amount of cultural heritage that he has handed down to Portugal, and in particular to Madeira, is much richer, in quantity and quality, than the recognition he received. During Antonio Aragão’s life a street was named after him in Funchal as a gesture from the city hall, however, the real tribute is still to be done.

He was Director of Madeira Regional Archive and also Director of Quinta das Cruzes Museum (Funchal). He was the brother of the now deceased Ruth Aragão de Carvalho,  who was married to the actor Ruy de Carvalho. He is the father of Marcos Aragão Correia, a well-known Lawyer, Activist and Author.

As a researcher of the history of Madeira Island, he published: “Os Pelourinhos da Madeira” – Funchal 1959  ; “Quinta das Cruzes Museum” -  Funchal -1970; “For the History of  Funchal- Small steps of its memory”- Funchal  1979;  “Madeira seen by foreigners 1455-1700”  Funchal 1981; The arms of the city of Funchal in the course of its history”-  Funchal 1984; “For the History of Funchal” – 2nd editions reviewed and complemented – Funchal 1987; The spirit of the place- Funchal city- Lisboa 1992.

Within the studies he carried out, the excavations on the land where the airport was built must be highlighted, where previously stood Nossa Senhora da Piedade Convent from the fifteen century - Santa Cruz - 1961.

The result of this dig was the survey of the general layout of this Franciscan Convent and the study of its typical features, what stands out from the exhumation of the varied booty, is the patterns of hispanic Moorish or mudéjar decorative tiles, coming from the South of Spain. What also stands out are the multiple copies of Portuguese decorative tiles from the sixteenth and seventeenth centuries as well as primitive elements in stonework – convent doorways, windows, main archway of the church, water mains,  gravestones, pavements, which lay nowadays in the gardens of  Quinta Revoredo – House of Culture of Santa Cruz.

All works were fully documented with stringent plans, drawings and photographs. This work, commissioned by Junta Geral do Distrito do Funchal, was delivered in this institution and, in turn, at the time, deposited partly in the Quinta das Cruzes Museum.

In the area of Ethnography he carried out the collection of Traditional music from Madeira and Porto Santo Islands in 1973, co-authored with professor and musician Artur Andrade, which was published in 2 LPs in 1984.

In literature he participated in collective actions, anthologies, and other significant events: “ Experimental poetry” -  1964 e 1965 (he is the cofounder of this magazine); Visopoemas . 1965; Ortofonias  (with E.M. Melo e Castro) – 1965, Operação I -1967; Hidra I -1968 , Hidra 2 -1969 ; Anthology of New  Portuguese Poetry -1971, Anthology of tangible poetry in  Portugal - 1973, European Visual poetry anthology -1976; Portuguese poetry anthology. 1940-1977. 1979; Anthology of Surrealist Poetry in Portugal; OVO/POVO -  1978. Lisbon and 1980, Coimbra; PO.EX. 80 - National Gallery of Modern Art, Lisbon - 1980 e 1981 ; Filigree. (Journal of international expansion). Co-founder - 1981, Funchal; Portuguese lyrics – Anthology - 1983; Poemografias - 1985; I International  Lively Poetry Festival  1987, Figueira da Foz;  Poetry: other writings, New supports -1988 -Setúbal;  Electroarte - Commun Grave. Lisbon - 1994.

At an international level his participation in the following must be pointed out: Seville 1980; in Italy and Brazil 1982; 1983, Cuenca; 1984, Commune of Milan -  Italy ; 1984, San Francisco, U.S.A. and Barcelona; 1985, Israel and New York; 1986, México and  Seville; 1987, México and France; 1989, Italy and  Paris; 1990, Siegen -  Germany, México and Washington - U.S.A.; and  1992, Madrid.

He collaborated in various demonstrations of Mail-Art and Exchange, spreading his work in specialty magazines. He wrote for “Comércio do Funchal” ; Línea Sud - Naples; Letras e Artes - Lisbon; Express; Colóquio-Artes/Calouste Gulbekinan Foundation; Diário de Notícias – Lisbon ; Comercio do Porto; Espaço Arte. I.S.A.P.M. and Diário de Notícias -Funchal.

In fiction we must point out: Romance of Izmorfismo - 1964; A hole in the mouth - 1971; The 3 Farros (with Alberto Pimenta), 1984; Apocalipse Texts - 1992.

In the area of poetry we must refer to: First Poem -1962; Folhema I and Folhema II -1966; More exactly p(r)o(bl)ems -1968; Blue and White  Poem - 1971. Banks - 1975; Space Poetry  POVO/OVO (áudio-visual), 1977; Matenemas, 1981; Pátria, Couves, deus, etc, com Tesão, Política, Detergentes, etc, 1993; Joyciaba - In Joycina -1982.

For theater he wrote the NAKED disaster in 1980 that won the National Prize.

As an artist he stood out both in painting and sculpture. As a sculptor he is noted for Santana, in hard stonework, in  Santana City Hall - 1959; He is also renowned for the following works: the monument that commemorates the 5th centenary of the death of Henry the Navigator, the sculpture in stone that was part of the project leaded by the architect Chorão Ramalho, Porto Santo 1960; the bas-reliefs in polychromatic ceramic allusive to the work in the sea and agricultural activities, that is located in the Municipal Market of Santa Cruz, 1962.

In painting he has been renowned since the 1940’s, due to different themes covered and the study of distinguished techniques.  He carried out several exhibitions in Portugal (Divulgação Art Gallery, Quadrante, Galeria III, Diferença Art Gallery, Calouste Gulbenkian Foundation – II Portuguese Painting Exhibition) and abroad – Spain (Madrid, Seville, Barcelona) ; Mexico, France (Paris); Italy (Rome and Turin).

António Aragão completed a contemporary art project based on new technologies, in a house that he owned, at Lapa, in Lisbon. The project encompassed a "popular education association" with an avant-garde art gallery, to which PATRONAGE was assigned by the Secretary of State for Culture.

Before the prolonged illness that he suffered until his death, António Aragão, now back in Funchal, painted his last paintings, a series to which he entitled "the monsters”", a true and corrosive critique on the hypocrisy dominant in society.

António Aragão’s last solo exhibitions took place in Madeira.

The antepenultimate exhibition that was commissioned by António Rodrigues in April of 1996 took place at the House of Culture in Santa Cruz. In this exhibition 16 of his last paintings were included and also a retrospective selection of 13 other paintings developed in the 1950’s and 60’s using different techniques.

The penultimate, Retrospective Exhibition, took place at  “Casa da Luz”, in Funchal.

The last exhibition of António Aragão before his death, was at Madeira Contemporary Art Museum (S. Tiago Fortress in Funchal).

António Aragão’s family (wife and son) donated a great part of his historic assets to Madeira Regional Archive.

«António Aragão is one of the greatest people from Portuguese Culture of the 20th century. He carved the figure of the façade from Francisco Franco School, and he also left magnificent ceramics - in addition to this he had been a great Historian, and we must point out his great work as Director of Madeira Regional Archive during the 70’s.»

Dr. Rui Carita - Visiting Professor of History at Madeira University and Colonel from Portuguese Army.



António Aragão by the perspective of Dr. Jorge Marques da Silva:

«It’s rare to find a person with activities so dispersed, so rich, so widespread and so professionally specialized. He recreates history studying the past with; he fights for  the assurance of his permanence through scientifically applied restoration; he  reads the reality of the present, he understands and he explains investigating in an avant-garde experimentalism the goals of the future, he invents in the solitude of the island new directions that are from the world.

Historian, restorer, novelist, museologist, ethnographer, painter, sculptor or poet, he escapes all the attempts of exact cataloguing.

He published a book about the History of Madeira and he had others to publish or almost finished; he studied in Rome and Paris with a grant from the Calouste Gulbenkian Foundation;  he implemented historical and urban studies, including the cataloguing of Funchal and Porto Santo and the artistic inventories of a part of Madeira Island - Calheta, Ponta do Sol, Ribeira Brava and Câmara de Lobos Counties- (by the request of  specialized official entities), which are awaiting to be published. He also began to collect a great part of the folklore and ethnography from Madeira and Porto Santo.

It's not the specialist of our century which deepens the restricted knowledge of reality, he has a syncopated vision of life; It's not the encyclopedist that on its dispersion does not deepen the truth; It's not the philosopher who absorbed through the mental gymnastics forgets life’s material character. He is a bit of everything, but too much of everything.

This complexity raises the myth. The figure of António Aragão is involved in the questions of mystery when, in closed circles, late into the night, we ask ourselves again: but who's Aragão?

Known in foreign cultural media, anthologized in several publications both domestic and international, his activities seldom took prominent place in the Island’s press. He is an unknown in the Island that he knows.»

Dr. Jorge Marques da Silva, Art teacher at Madeira University, in Catalog of the retrospective exhibition of painting of António Aragão (1957-1965).


António Aragão by the perspective of Dr. Fernando Aguiar:

«António Aragão, who died on the 11th of August  [2008] in Funchal, was one of the forerunners of Experimental Poetry in Portugal in the beginning of the 60’s and of electrophotographic during the 80’s. He was followed by a group of artists such as António Nelos, António Dantas e César Figueiredo, among others, who undertook important work in this area, he was the main theoretician.

As an experimental poet António Aragão had a fundamental importance in the creation of this movement, together with Ana Hatherly, E.M. de Melo e Castro, Salette Tavares, and José-Alberto Marques, being at the origin of the “Poesia Experimental 1 e 2” (1964 e 1966), “Operação” (1967), Suplemento do “Jornal do Fundão” (1965) e da “Hidra 2” (1969) magazines.

He was also one of the creators of the first  “happening” in Portugal, “Concerto e Audição Pictórica”, together with E. M. de Melo e Castro, Jorge Peixinho, Salette Tavares, Manuel Baptista, Clotilde Rosa e Mário Falcão, in 1965.

As a writer António Aragão published “Um Buraco na Boca” [A hole in the mouth] (1971), the first experimental novel published in Portugal, and some poetry books such as “Folhema 1” and “Folhema 2”, both from 1966, “Os Bancos” (1975) and “Metanemas” (1981).

During 1968 he published  “mais exacta mente p(r)o(bl)emas”[more exactly p(r)o(bl)ems], this was the book which raised interest in experimental poetry, and is one of the fundamental books in my training as a visual poet. As I had mentioned several times it was included in a Congress at Mexico City where we both took part. I write out the preface of my book : “Os olhos que o nosso olhar não vê” [the eyes that our sight doesn’t see]: “A very special greeting for António Aragão,  because, with his book “MAIS EXACTA MENTE P(R)O(BL)EMAS” ”[more exactly p(r)o(bl)ems] that I bought in a used bookstore when I was sixteen (together with “POEMAS POSSÍVEIS” [POSSIBLE POEMS] from  an unknown poet who is today is a Nobel laureate) he took me irreparably to this form of poetic expression.”

The work of the António Aragão has not yet been studied adequately to be given the importance it deserves in contemporary poetry in Portugal.

I've always had tremendous admiration and friendship for Aragão who participated in more than three dozen activities organized by me such as Exhibitions, Festivals, poetry Anthologies and collections of experimental Portuguese poetry published in several international magazines and I prefer to leave here some previously unseen images of this important creator and friend.»

Dr. Fernando Aguiar, Art teacher and Artist.


News from Lusa Press Agency on the 11th  August  2008:

Madeira: António Aragão, great figure of the 20th century culture died

Funchal, 11th August (LUSA) - The poet, historian, painter and sculptor from Madeira Island, António Manuel de Sousa Aragão, 86 years old, deceased today , in Funchal, illness victim.

Lusa
19:37 Monday, 11th of August 2008
António Aragão distinguished himself in various areas of national and regional culture. He graduated in History and Philosophic Sciences by from the Classical University of Lisbon and in Librarianship and Archive from the University of Coimbra.

He trained in France and Italy, in ethnography, museology e and art restoration and as a painter he exhibit in Barcelona and London and he also participated in avant-garde experiences in England, Brazil and Italy.

The historian Rui Carita remembered him, to Lusa Press Agency, as a "great friend and one of the major figures of Portuguese culture of the 20th century."

With "Poema Primeiro", "Folhemas 1,2,3 e and 4", "Mais Exactamente P(r)o(bl)emas", "Os Bancos e Metanemas" " he was one of the greatest poets from the 60’s".

António Aragão also tried fiction - "Um Buraco na Boca" - and dramaturgy - "Desastre Nu" - and also left a legacy in sculpture.

"For example, he carved the figure of the façade from Francisco Franco School , having also left magnificent ceramics - aside from being a great historian", recalls  Rui Carita, who also emphasized "his great job as Director of  Madeira Regional Archive, during the 70’s".

LAR.
LUSA – Portugal Press Agency.

15 novembro 2016

"O levantamento que o Dr. António Aragão fez nos anos 60, do património edificado da cidade do Funchal, quase 60% já foi destruído"

António Aragão


Excerto da intervenção do deputado (independente) Gil Canha na reunião plenária de 6 de Janeiro de 2016 da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira:

«Aqui na Madeira, efetivamente, como já digo há muito tempo, nós sempre nos preocupámos mais com o preço do aguardente e do vinho do que propriamente com o nosso património. Basta dizer que o levantamento que o Dr. António Aragão fez nos anos 60, do património edificado da cidade do Funchal, quase 60% já foi destruído. O Dr. António Aragão publicou vários artigos em várias revistas, referenciou muitas quintas, muitos monumentos, muitas fortificações e até habitações na cidade do Funchal, infelizmente foram quase todas elas demolidas. E aquilo que falou, faz-me lembrar a famosa Quinta Deão, que foi um crime que já foi praticado no tempo do Estado Novo. Temos um corolário de destruição do nosso património que é, de facto, assustador.
Lembro que o próprio Dr. Miguel Albuquerque também foi um instrumento da demolição do nosso património, basta dizer que há bem pouco tempo, na Praça do Carmo, demoliu uma moradia do século XVIII que deu agora lugar a uma pastelaria e a um edifício de escritórios que, como há muita falta de escritórios na Madeira, fez-se lá uns escritoriozinhos.
Lembro-me também dum crime que foi praticado aqui na Madeira, pela Cooperativa, se não me engano, a Nossa Casa, que foi a questão do Palácio dos Menezes, que era, de facto, uma moradia lindíssima, com pinturas do Max Roemer no interior, e que foi destruído pelos patos bravos da Madeira Nova.
Uma vergonha e que nós fomos assistindo, sempre, sempre sob o pretexto do desenvolvimento e de dar emprego e que, de facto, não se podia ser Velhos do Restelo, contra o desenvolvimento, que foram sempre os chavões do regime do PSD e que cada vez têm destruído mais a nossa cidade.
Aliás, eu costumo dizer que o Dr. Miguel Albuquerque fez mais destruição no nosso património edificado do que o bombardeamento dos submarinos alemães na Primeira Guerra Mundial!
(...)
nós sabemos que existem ali, no Infante, moradias dos anos 40, e eu fiz um grande esforço, quando estive na Câmara, para classificá-las, infelizmente o Sr. Prof. Paulo Cafofo fez um grande esforço para desclassificá-las, e neste momento o processo voltou atrás.»,

Gil Canha.

12 novembro 2016

Poema de António Aragão: "Câma Minicipal do unhal - MÁGUAS - AVISO"

https://1.bp.blogspot.com/-4M7xOD65x-k/WCeWLxAlwaI/AAAAAAAABJ8/IFiGOgz2XC4ulFAXykupY8099bOK9oYdgCEw/s1600/AntonioAragaoPoemaCamaraMunicipalFunchal.jpg

Câma Minicipal do unhal - MÁGUAS - AVISO, in Mais exactamente p(r)o(bl)emas, António Aragão, 1968.
Poema seleccionado pela PO.EX no âmbito da intervenção, memória, descomemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, 10 de Junho de 2014.
PO.EX resulta de dois projectos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela União Europeia, tendo tido a Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa como Instituição proponente.
http://po-ex.net/exposicoes/visitas-guiadas/portugal-camoes-comunidades

07 novembro 2016

Advogada Dra. Isabel Duarte representa Família de António Aragão


Na sequência do intolerável atraso de quase 2 anos para que a Câmara Municipal do Funchal pague à Família de António Aragão o Espólio Artístico que deliberou adquirir, e em relação ao qual tomou posse há já mais de 1 ano, foi decidido por Marcos Aragão Correia e Anabel Aragão Correia, únicos Herdeiros de António Aragão e Proprietários do mencionado Espólio, mandatarem a Advogada Dra. Isabel Duarte (cédula profissional nº 4607L) para os representar no referido processo.
E é com imensa honra que a Família de António Aragão viu o mandato ser aceite, sem reservas, pela Dra. Isabel Duarte, conceituada Advogada de Lisboa, mais conhecida por ser a Advogada dos Pais de Madeleine McCann e do semanário "Expresso".

Curriculum Vitae (resumo)
NOME: Maria Isabel Rodrigues Duarte
NOME PROFISSIONAL: Isabel Duarte

FORMAÇÃO ACADÉMICA FUNDAMENTAL:

-  Licenciatura em Direito pela FD da UCL, com média de 14 valores, no ano de 1978.

HABILITAÇÕES COMPLEMENTARES RELEVANTES:

-  Estágio de Advocacia terminado no ano de 1980 (Portugal/Lisboa);
-  Pós Graduação em Direito da Informação, (FDUCC), 1993/1994 (Portugal/Coimbra);
-  Curso sobre direitos de autor, Conferências do Convento, 1994 (Portugal/Sesimbra);
-  Curso sobre criminalidade informática; 2000 Washington; Gallaudet University, 2000 (EUA/WDC);
-  Formação sobre Direito Europeu, CE Ordem dos Advogados; 2001 (Portugal/Lisboa);
-  Formação sobre mediação comercial, Câmara do Comércio de Lisboa, 2004 (Portugal/Lisboa);
-  Frequência do Seminário “Cyberlaw 2004” CCB – Maio 2004 (Portugal/Lisboa);
-  Curso Avançado de Plano Oficial de Contas/O.A.; 2005 (Portugal/Lisboa);
-  Frequência de acção formativa sob o tema “A Relação Triangular de Trabalho Temporário” ministrada pela Verlag Dashöfer em Novembro de 2005 (Portugal/Lisboa);
-  Frequência do Seminário “Voto Electrónico e Privacidade dos Eleitores” ministrada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados em Dezembro de 2005 (Portugal/Lisboa);
-  Pós Graduação em curso de Desenvolvimento Pessoal e Profissional ministrado pela Universidade Católica/Lisboa, no ano lectivo de 2006/2007 (Portugal/Lisboa).

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL RELEVANTE:

-  Advogada, com a Cédula Profissional nº. 4607 do CDLOA, desde 1980;
-  Monitora de Direito Penal, 1979, FDUCL;
-  Monitora de Direito Processual Civil; 1982; FDUCL;
-  Ministrou módulo formativo, durante um semestre, sobre “Responsabilidade Civil da Actividade Jornalística” no Curso de Pós-Graduação em Jornalismo Judiciário ministrado no ano lectivo de 2000/2001 pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias;
-  Ministra formação a jornalistas em empresas de media, sempre que solicitada, desde o ano 2000;
-  Foi um dos dois Advogados fundadores dos Serviços Jurídicos da Portucel, de onde saiu em 1983;
-  Colaborou na sociedade de Advogados “Vieira de Almeida e Associados” nos anos de 1983/1984, de onde saiu para fundar escritório próprio;
-  Entre 1996 e 1998 colaborou com a sociedade de Advogados “Marques Mendes Advogados”;
-  Tem trabalhado, desde a licenciatura, em vários ramos do direito, abrangendo, nomeadamente, o direito dos media, o direito criminal, o direito da publicidade, o direito da concorrência, o direito de autor, o direito comercial, o direito civil genérico, o direito do trabalho, o direito da família, o direito fiscal e o direito administrativo;
-  Tem assistido extrajudicialmente e representado judicialmente, desde 1985, jornalistas e órgãos de comunicação social, tem colaborado na conformação jurídica das actividades de produção de conteúdos para televisão, e trabalhado, como Advogada, em áreas tão diversificadas como construção civil, comércio, cedência temporária de trabalhadores, indústria do papel, farmácia e turismo;
-  É Gerente de Estabelecimento de Ensino situado em Lisboa;
-  Fez parte de órgãos sociais de duas sociedades anónimas;
-  Prestou serviço como Senior Adviser no “Projecto Para Capacitação dos Media” do PNUD da Organização das Nações Unidas para Timor Leste, durante seis meses, no ano de 2008.
 
PARTICULARIDADES RELEVANTES:

-  De 1985 até à data, tem dedicado parte substancial do seu tempo profissional, ao direito dos media, e ao direito de autor na sua vertente contenciosa;
-  Colaborou com a “National Association of Criminal Defense Lawyers”, até 1999;
-  Produziu Comunicações em vários Congressos de Jornalismo de Língua Portuguesa e de Jornalistas Portugueses;
-  Colaborou na fase inicial do projecto europeu de Curso Experimental para Formação de Professores sobre Direitos Fundamentais de Personalidade relativos às crianças, em 2000;
-  É autora de textos técnicos ou de comunicações orais, relacionados com o direito dos “media”e o direito do turismo;
-  Foi Vogal do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados no mandato terminado em 1997;
-  Foi Vogal do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, no mandato terminado em 2004;
-  Foi, durante quatro meses, Primeira Vice-Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados no triénio em curso;
-  Tem feito parte, na qualidade de Presidente, dos júris de admissão de advogados em provas de agregação, desde 1996;
-  Participou como Delegada à 4ª. Secção do VI Congresso dos Advogados Portugueses, realizado em Vilamoura, em Novembro de 2005;
-  Colaborou com comunicação escrita na 1ª. Secção do VI Congresso dos Advogados Portugueses, sob o tema “O Advogado de Classe Média”;
-  Participou no Congresso de Direito do Turismo, realizado em 9 e 10 de Fevereiro de 2006, na Figueira da Foz, organizado pela Associação Portuguesa de Direito do Consumo;
-  É Associada da Associação Portuguesa de Direito Europeu;
-  É Associada da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas;
-  Coopera com a Associação APOIARTE, para sustento alimentar e formação académica de crianças Moçambicanas.

Tem escritório próprio desde 1983, desenvolvendo o seu trabalho como profissional estritamente liberal e primeira e principal sócia fundadora da sociedade civil de advogados designada por “Isabel Duarte e Associados, Sociedade de Advogados, RL”.

29 outubro 2016

Projecto Cultural "In Memoriam António Aragão" suspenso por falta de pagamento da Câmara Municipal do Funchal


Os Membros da "In Memoriam António Aragão" decidiram por unanimidade suspender todas as actividades deste Projecto Cultural devido ao persistente e intolerável atraso no pagamento do Espólio Artístico de António Aragão por parte da Câmara Municipal do Funchal.
Esta decisão foi baseada em recentes declarações de responsáveis pela autarquia do Funchal, os quais afirmaram que "não há uma data para que a compra se concretize", quando a informação que a Família de António Aragão disponha era de que o Espólio iria ser adquirido até máximo Dezembro de 2016. Foi na convicção de que esta informação era verdadeira, que se avançou com toda a organização deste Projecto Cultural e se envolveram numerosas destacadas personalidades da Cultura a nível nacional e internacional, cinco das quais integraram o Júri para os Concursos de 2017.
Em consequência, porque não aceitamos enveredar pela mesma via de engano, desonestidade e decepção que a Câmara Municipal do Funchal tem tomado ao longo de todo este processo, é que não consideramos aceitável continuarmos a trabalhar com todo o empenho num Projecto que parece agora estar condenado à partida por falta de financiamento. Nem nos parece aceitável iludirmos os já tantos envolvidos e interessados num Projecto em relação ao qual a autarquia do Funchal declara tacitamente como "morto".
Recordemos que foi há já quase dois anos, mais concretamente há mais de 20 meses (no dia 26 de Fevereiro de 2015), que o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, anunciou publicamente que a sua autarquia tinha deliberado por unanimidade a compra do Espólio de António Aragão, tendo assim procedido à sua reserva e impedindo a Família de o apresentar fora da Madeira. Durante quase um ano o processo arrastou-se com uma tremenda falta de empenho por parte da Câmara Municipal do Funchal, limitando-se esta a culpar o intermediário, sem nunca ter tentado ultrapassar com os herdeiros, os legítimos e únicos proprietários do Espólio, esses alegados problemas. Problemas que cessaram imediatamente quando o contrato com o intermediário caducou no passado dia 23 de Fevereiro, passando os herdeiros (Marcos Aragão Correia e Anabel Aragão Correia) a ocuparem automaticamente o primeiro lugar em todas as negociações. A este facto respondeu a autarquia com uma pretensa necessidade de "regularizar a titularidade do Espólio"(?), como se não bastassem os documentos notariais confirmando quais eram os herdeiros de António Aragão, e portanto os titulares do Espólio. Até à presente data a autarquia continua tentando "confirmar a titularidade do Espólio", não se tendo contudo coibido de tomar posse dele na primeira semana de Outubro de 2015 (no Teatro Baltazar Dias). Na altura, para a mesma Câmara Municipal, pareciam não existir quaisquer problemas nem com o intermediário, nem com a "titularidade" do Espólio, caso contrário não teria a autarquia aceite tomar posse do mesmo (há mais de um ano portanto).
Assim sendo, e devido à flagrante desonestidade deste órgão autárquico do Estado Português, ficam suspensas, por falta de financiamento, todas as iniciativas Culturais que já tínhamos lançado, o que mais uma vez confirma as afirmações de muitos especialistas, entre os quais o Prof. Dr. José Martins Barra da Costa, de que Portugal é governado por psicopatas.
Decidimos também que a suspensão dos trabalhos tomará a forma de cancelamento definitivo se no dia 30 de Novembro do corrente ano o Espólio continuar por pagar.


07 outubro 2016

Diário de Notícias Madeira: In Memoriam António Aragão mais abrangente

Diário de Notícias Madeira
 Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016
 Jornalista Paula Henriques, Foto Rui Silva

 In Memoriam António Aragão mais abrangente
O concurso vai ter um prémio para não residentes. O júri será presidido por Rui Torres.
O concurso visa promover o poeta e a poesia experimental.

 

O Concurso Literário de Poesia Experimental In Memoriam António Aragão vai chegar também a autores nacionais e internacionais com a criação de um segundo prémio no âmbito deste projecto de Marcos Aragão Correia para apoiar e promover, nacional e internacionalmente, poetas talentosos nesta área literária, enquanto perpetua a memória do pai, António Aragão, como um dos principais fundadores da Poesia Experimental Portuguesa. Inicialmente anunciado apenas para madeirenses residentes na Região, o concurso foi entretanto revisto e contempla agora um prémio para não residentes. O júri será presidido por Rui Torres.
A nomeação dos membros do júri é outra das novidades do projecto, cuja primeira edição será dedicada a Poesia Experimental e está a ser preparada para ser lançada em 2017, contemplando o Prémio Poesia Experimental Madeira e o Prémio Poesia Experimental Internacional. A par do presidente do júri, Rui Torres, foram convidados para compor o painel decisor Fernando Aguiar, Joana Matos Frias, Manuel José Portela e Sandra Guerreiro Dias.
A organização acredita que com o alargamento do concurso irão concorrer “pessoas de todas as partes do globo, dado que o Concurso terá ampla divulgação internacional, desde logo pelo peso internacional dos membros do júri e dos seus amplos contactos em outros países”. Como ambos os prémios estarão associados no mesmo Concurso, acrescenta Marcos Aragão Correia, “o nome da Madeira será divulgado, a nível Cultural, por todos os círculos internacionais. Esta foi uma importante decisão de modo a dar ainda mais a conhecer e apoiar a Cultura na Madeira e os seus talentos.”
O regulamento do concurso ainda não está fechado. A versão preliminar situa a fase de candidaturas entre os dias 9 de Janeiro de 2017 e 30 de Junho do próximo ano. Cada concorrente pode apresentar uma obra inédita de Poesia Experimental da sua autoria, contendo um mínimo de 30 e um máximo de 100 poemas experimentais.
As obras deverão ser enviadas para os endereços de email rtorres@ufp.edu.pt e info@aragao.org, acompanhadas de identificação, digitalização de documento de identificação e comprovativo de residência.
O júri terá 90 dias para analisar os trabalhos. A votação não é secreta e o reconhecimento público poderá ser estendido ainda com a atribuição de cinco menções honrosas para cada prémio.
O valor pecuniário do prémio não foi tornado público. Será complementado com diligências para a primeira edição das obras premiadas.

in Diário de Notícias Madeira, 7 de Outubro de 2016

06 outubro 2016

Confirmados os três Membros do Júri indicados pelo Prof. Dr. Rui Torres

Ficou completa a nomeação do Júri dos Concursos do Projecto Cultural In Memoriam António Aragão para o ano de 2017, com a confirmação dos três Membros indicados pelo Professor Doutor Rui Manuel Ferreira Leite Soutelo Torres:


Joana Matos Frias

Doutorada em Conhecimento em Literatura pela Universidade do Porto. Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto — onde se doutorou em 2006 com a dissertação Retórica da Imagem e Poética Ima­gista na Poesia de Ruy Cinatti —, membro do Instituto de Lite­ratura Com­pa­rada Mar­garida Losa, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Retórica, investi­ga­dora da rede internacional LyraCompoetics e colaboradora do grupo «Poesia e Contem­po­raneidade» (Universidade Federal Fluminense). Autora do livro O Erro de Hamlet: Poesia e Dialética em Murilo Mendes (7letras, 2001) — com que venceu o Prémio de Ensaio Murilo Men­des —, res­pon­sável pela antologia de poemas de Ana Cristina Cesar Um Beijo que Tivesse um Blue (Quasi, 2005), co-responsável (com Luís Adriano Carlos) pela edição fac-simi­­lada dos Cadernos de Poesia (Cam­po das Letras, 2005), e (com Rosa Maria Mar­te­lo e Luís Miguel Queirós) pela antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Tem publi­cado ensaios no campo da Poesia Portuguesa e da Poesia Brasileira modernas e contemporâneas — privile­giando as cor­re­­la­ções entre a poesia, a pintura, a fotografia e o cinema —, e a sua acti­vidade crítica tem-se repartido por au­to­res como Ronald de Carvalho, Cecília Mei­reles, C. Drum­­mond de Andra­­de, Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Murilo Mendes, J. Ca­bral de Melo Neto, Adélia Pra­do, Ana Cristina Cesar, Angélica Freitas, Marília Garcia, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, José Régio, José Gomes Ferreira, Eu­génio de Andrade, Ver­gílio Ferreira, Nu­no Gui­marães, Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Armando Silva Carvalho, António Franco Alexandre, Manuel António Pina, Daniel Faria, Vasco Gato, Rui Pires Cabral e José Miguel Silva. Em 2014-2015, publicou as colectâneas de ensaios Repto, Rapto e Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português (Porto, Afrontamento). Em 2016, publicou a Antologia Passagens: Poesia, Artes Plásticas (Lisboa, Assírio & Alvim).


Manuel José de Freitas Portela 

Professor Auxiliar com Agregação no Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Coimbra. Doutorado em Cultura Inglesa pela Universidade de Coimbra (2001) e Agregado em Literatura Inglesa (2010). Foi bolseiro de pós-doutoramento da FCT no Institute for Advanced Technology in the Humanities (IATH), da Universidade da Virgínia (2008). Tem lecionado nos cursos de licenciatura de Línguas Modernas, de Estudos Artísticos e de Ciência da Informação Arquivística e Biblioteconómica; nos cursos de mestrado de Estudos Ingleses e Americanos; e no curso de doutoramento em Materialidades da Literatura. Foi Diretor do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, entre 2005 e 2008. É investigador do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. Colaborou como investigador no projeto 'PO-EX '70-'80: Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa' (2010-2013, CECLICO, Universidade Fernando Pessoa) e é o investigador responsável pelo projeto 'Nenhum Problema Tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego' (2012-2015, CLP, Universidade de Coimbra). É autor dos livros 'O Comércio da Literatura: Mercado e Representação' (Antígona, 2003) e 'Scripting Reading Motions: The Codex and the Computer as Self-Reflexive Machines' (MIT Press, 2013). Tem artigos publicados nas revistas 'Text' (University of Michigan/ University of Indiana), 'Leonardo Electronic Almanac' (MIT Press), 'Digital Humanities Quarterly' (The Alliance of Digital Humanities Organizations/ Brown University), 'Comparative Critical Studies' (Edinburgh University Press), 'European Journal of English Studies' (European Society for the Study of English/ Taylor and Francis), 'Romance Notes' (University of North Carolina at Chapel Hill), 'Writing Technologies' (Nottingham Trent University), 'Journal of Artists' Books' (Columbia College Chicago), 'Openings: Studies in Book Art' (University of Chicago), 'Literary and Linguistic Computing' (Oxford University Press), 'Journal of the Text Encoding Initiative' (TEI Consortium), 'Variants' (European Society for Textual Scholarship),'Texto Digital' (Universidade Federal de Santa Catarina), Intersemiose (Universidade Federal de Pernambuco), 'Cibertextualidades' (Universidade Fernando Pessoa), 'Biblos' (Universidade de Coimbra), 'Revista de Estudos Literários' (CLP, Universidade de Coimbra), 'MATLIT' (CLP, Universidade de Coimbra), 'Cadernos de Literatura Comparada' (ILCML, Universidade do Porto), 'Inimigo Rumor' e 'Relâmpago' (Fundação Luís Miguel Nava). Traduziu diversos autores de língua inglesa, entre os quais, Laurence Sterne, William Blake e Samuel Beckett. Recebeu em 1998 o Grande Prémio de Tradução pela obra 'A Vida e Opiniões de Tristram Shandy' (2 vols., 1997-98; 2ª edição, 2014). É diretor do curso de doutoramento 'Estudos Avançados em Materialidades da Literatura' (programa doutoral FCT).


Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias 

Concluiu Doutoramento em Linguagens e Heterodoxias - História, Poética e Práticas Sociais pela Universidade de Coimbra em 2016. É Professora da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Beja. Publicou 10 artigos em revistas especializadas e 4 trabalhos em actas de eventos. Possui 29 itens de produção técnica. Participou em 4 eventos no estrangeiro e 13 em Portugal. Entre 2006 e 2011 participou em 2 projectos de investigação. Actualmente participa em 1 projecto de investigação. Actua nas áreas de Humanidades com ênfase em Línguas e Literaturas, Humanidades com ênfase em Artes, Humanidades com ênfase em História e Arqueologia e Humanidades com ênfase em Outras Humanidades. Nas suas actividades profissionais interagiu com 13 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Poesia, História Contemporânea, Escrita Criativa, Literatura, Arte literária dos meios; Media Literary Arts, Artes e Cultura, Crítica Literária, Literatura Portuguesa Pós-25 de Abril e Performance.