09 abril 2021

Peça de Teatro "Desastre Nu" de António Aragão de volta à cena no Porto


"A humanidade cheira mal.

É no universo do Teatro do Absurdo que procuramos expressar o sentido do sem sentido da condição humana que neste espectáculo surge como ideia inicial. A expressão artística dá espaço à filosofia implícita no texto sem lhe colocar necessariamente um significado objectivo. Através da poesia do discurso, o actor faz emergir imagens concretas abandonando assim os instrumentos racionais e objectificando o trabalho de actor em palco.

Nos quadros desta peça – que não estão claramente ligados entre si - trabalhamos o espaço vazio, permitindo ao actor a execução do trabalho pela via do desligamento da realidade. É através do jogo de movimento e das palavras que criamos acções repetidas e sem sentido, dentro do sentido não natural do próprio discurso. Elementos cómicos relacionados com discursos trágicos formam a execução teatral. Diálogos com cliché e alguma paródia permitem uma viagem absolutamente responsável neste universo do absurdo e neste texto repleto de questões, promovendo assim reflexão sobre os temas que a todos nos apoquentam. É na loucura dos tempos de ontem e de hoje que nos inspiramos, conscientes de sermos questionadores afirmativos das problemáticas globais.

Deparamo-nos em reflexão com a realidade suja da nossa existência. A humanidade está cheia de si mesma. As questões que a fazem caminhar para diante, fazem-na recuar no tempo dos tempos até mesmo ao antes da existência da consciência do ser e do estar. É urgente destruir (reconstruir?) o poder. O poder político, o poder religioso, o poder económico, o poder social, a discriminação e o abuso ligam-se num só texto e em palco num jogo de poder, com enredos cíclicos e absurdamente expansivos."

Autor António Aragão Encenação e Dramaturgia Daniela Pêgo Assistente de Encenação/Desenho de Luz André Rabaça Interpretação Flávio Hamilton, Diana Barnabé, Filipe Gaspar, Gustavo Caldeira Figurinos e Adereços Cláudia Ribeiro Assistente de Figurinos e Aderecista Inês Liberal Mestra Costureira Marlene Rodrigues Execução de Adereços Cláudia Ribeiro, José Lopes Música Carlos Adolfo Direcção de Produção Sofia Leal Assistente de Produção José Pedro Pereira Fotografia Nuno Ribeiro Design Tiago Dias Direcção Artística do Teatro Art´Imagem José Leitão

M/12 
 90M (aproximadamente)

Quinta da Caverneira

Av. Pastor Joaquim Eduardo Machado

Águas Santas

4425-253 Maia - Porto

Portugal

GPS:  - 08º 34' 35'' O  |  - 41º 12' 06'' N

TEL: (+351) 22 208 40 14  |  FAX: (+351) 22 208 40 21

teatroartimagem@hotmail.com

https://www.noticiasmaia.com/maia-teatro-artimagem-traz-desastre-nu-de-volta-a-cena/

15 março 2021

Comemorações do Centenário do Nascimento de António Aragão: Colóquio Universidade Fernando Pessoa, Porto, Julho de 2021


os sinais são as evidências que permanecem sempre apontando


2021 – Centenário do Nascimento de António Aragão

S. Vicente, Madeira (1921) – Funchal, Madeira (2008)


Universidade Fernando Pessoa, Porto, Julho 2021

Organização: Prof. Dr. Rui Torres



potencialidade do acontecer

coloquioantonioaragao2021@gmail.com

basta (ass)assinar

https://po-ex.net/tag/antonio-aragao/ 

qualquer dia nada resta. consumou-se um crime

história, urbanismo, arqueologia, etnografia

ilegibilidade essencial do objecto de arte

artes, ofícios, mediações

um leque – leque moderno, actual, contemporâneo

poesia, prosa, letras

um enfeixar de diferentes vozes

celebrar, conhecer, dialogar

disse antónio aragão

e nós procuramos múltiplas experiências, antenas receptivas

sentimos necessidade de comunicar
 

temas propostos:

[1.1] um céu azul por cima e um pitoresco turístico em volta

história e etnografia
[antónio aragão investigou a história, urbanismo, arqueologia e etnografia do Arquipélago da Madeira: qual a importância e atualidade dos seus estudos?]

[1.2] ler é igual a ver e ver igual a ler

pintura e escultura
[antónio aragão criou pinturas, desenhos, aguarelas, colagens, livros de artista, esculturas: que desafios para um entendimento da arte essas obras ainda levantam?]

[1.3] forças semânticas imprevistas

poesia e prosa
[antónio aragão escreveu poemas, romances, contos, crónicas e teatro: qual a relevância desses textos para compreender a multiplicidade da literatura?]

[1.4] novas morfologias

concretas e visuais
[antónio aragão compôs obras caraterizadas pela espacialização, constelação e visualismo: qual o lugar do autor no contexto do experimentalismo literário?]

[1.5] a poesia deve ser tomada por todos os sentidos

tecnologia(s) e suporte(s)
[antónio aragão trabalhou em simbiose com fotocopiadoras, computadores, vídeo e mostrou-se atento ao som e à performance: que estímulos na sua obra permitem pensar a sociedade mediada?]

[1.6] o artista apenas oferece uma estrutura

estética e poética
[antónio aragão ensaiou crítica e teorização das artes: que nos dizem esses exercícios sobre o seu momento e que aspetos do seu pensamento ainda perduram?]

[1.7] qualquer coisa para comunicar

edição e difusão
[antónio aragão organizou e dinamizou publicações coletivas, exposições, debates e intervenções: que marcas deixou a sua ação comunicativa?]

[1.8] um certo convívio social e humano

correspondência e rede
[antónio aragão envolveu-se na arte por correio e correspondeu-se com agentes da cultura e das artes do seu tempo: que rasto dessas interlocuções identificamos?]

[1.9] atitude gostosamente polémica

intervenção e movimento(s)
[antónio aragão era um provocador e agitador de ideias: que nos ensina o seu espírito crítico sobre a importância de desviar (d)as normas?]

[1.10] inter-acção: acto-mútuo de concordância criativa

diálogo e comunicação
[antónio aragão escreveu a várias mãos com outros e influenciou artistas e poetas: quem se declara e se apresenta?]

 

Comissão Científica

Diogo Marques (Universidade de Coimbra)

Duarte Manuel Freitas (Universidade Autónoma de Lisboa)

Eunice Ribeiro (Universidade do Minho)

Inês Cardoso (Universidade do Porto)

Isabel Santa Clara (Universidade da Madeira)

Manuel Portela (Universidade de Coimbra)

Rogério Barbosa da Silva (CEFET-MG, Brasil)

Rosa Maria Martelo (Universidade do Porto)

Rui Carita (Universidade da Madeira)

Sara Lacerda Campino (Universidade Nova de Lisboa)

09 março 2021

Região Autónoma da Madeira rejeita comemorações do Partido Comunista: Liberdade em Portugal ou Independência da Madeira!


"Celebrar o quê?
O PCP [Partido Comunista Português] celebrou cem anos com loas patéticas à ideologia comunista.
Só por ingenuidade ou idiotia é que se pode ignorar o cortejo de horrores que o comunismo e os seus sanguinários regimes trouxeram à humanidade.
Genocídio de milhões e milhões de pessoas, repressão e supressão de liberdades cívicas e políticas, ditadura implacável do partido único, atraso económico e social, campos de concentração e prisões políticas….
Estaline, Pol Pot, Mao, Castro, Kim II-sung e muitos outros genocidas são símbolos tristes do que é, e sempre será, a implantação prática do comunismo em qualquer lado.
Felizmente para todos nós, a 25 de Novembro de 1975, o PCP e as suas forças revolucionárias foram derrotados na tentativa de instaurarem uma ditadura comunista em Portugal.
O PCP é, hoje, um anacronismo com demasiada influência em Portugal.
Do fundo das suas catacumbas mentais e do seu fanatismo, continua a venerar os abjetos regimes da Coreia do Norte, da Venezuela, da China, da Bielorrússia e de Cuba e a deplorar a democracia pluralista.",

Miguel Albuquerque, Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira.

Diário de Notícias da Madeira, 8 de Março de 2021:

05 março 2021

Universidade Nova de Lisboa aprova nova tese de doutoramento sobre a Poesia Experimental Portuguesa e o papel pioneiro de António Aragão

Foi aprovada com distinção pela Universidade Nova de Lisboa a recente tese de doutoramento da autoria da Professora Sara Lacerda Campino com o título "Exercícios do olhar: Leituras das poéticas experimentais portuguesas da segunda metade do séc. XX", que se debruça sobre a Poesia Experimental Portuguesa e o papel fundamental e pioneiro de António Aragão. A tese de doutoramento pode ser consultada na íntegra no seguinte link:

20 fevereiro 2021

Companhia de Teatro Art'Imagem realiza encontro público virtual sobre a Peça de Teatro "Desastre Nu" de António Aragão

A Companhia de Teatro do Porto Art'Imagem realiza no dia 26 de Fevereiro de 2021 às 21 horas um encontro público virtual via Zoom e Facebook para conversa e reflexão sobre o processo criativo do espectáculo "Desastre Nu" da autoria de António Aragão. No encontro, sujeito a inscrição prévia, participarão programadores, criadores e espectadores.

11 fevereiro 2021

Neta de António Aragão escreve sobre Poesia Experimental Portuguesa para a sua escola

A neta mais velha de António Aragão, Maria Aragão Correia, aluna do grade 2 da Clonlara School, escola dos Estados Unidos da América, com sede em Michigan, viu o seu trabalho sobre Poesia Experimental Portuguesa publicado na Newsletter de Fevereiro de 2021 da sua escola.

06 janeiro 2021

Região Autónoma da Madeira adquiriu Espólio Artístico de António Aragão

O Governo da Região Autónoma da Madeira concluiu a compra do Espólio Artístico de António Aragão, o qual passou a integrar o património público da Madeira. Foram 5 anos de batalhas judiciais contra os movimentos opressores socialistas que actualmente governam e destroem Portugal e que tudo fizeram para impedir a Madeira de adquirir o Espólio do seu nome mais importante na Arte e na Cultura, António Aragão. A Madeira saiu vencedora desta batalha, resistindo uma vez mais com sucesso ao colonialismo de índole comunista imposto por Lisboa, e afirmando-se, como sempre, como terra livre de todo o tipo de ditaduras socialistas. Tudo isto na mesma altura em que António Aragão está mais uma vez em exposição nos Estados Unidos da América, agora na Universidade do Hawaii. A Família de António Aragão, constituída por Marcos Aragão Correia, sua Esposa e os seus quatro filhos, netos de António Aragão, agradecem ao Governo Regional da Madeira, em especial ao seu Presidente Dr. Miguel Albuquerque e ao Partido Social Democrata, todo o empenho que demonstraram nesta importante aquisição para a Madeira. Um muito obrigado também aos nossos Advogados, Dr. Francisco Teixeira da Mota, Dra. Luísa Teixeira da Mota e Dr. Tomás Pereira da Silva, pelo enorme profissionalismo, competência e honestidade com que sempre actuaram.