24 novembro 2016

Diário de Notícias Madeira: «Marcos Aragão acusa Câmara Municipal do Funchal de má-fé»

Diário de Notícias Madeira
Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016 
Jornalista Sandra da Silva Gonçalves
Foto Rui Silva

 Marcos Aragão acusa CMF de “má-fé”
 Filho de António Aragão considera que a autarquia funchalense não está interessada na aquisição do seu espólio, contrariando a intenção que foi manifestada publicamente

 Espólio de António Aragão é um marco histórico na cultura madeirense

Marcos Aragão Correia acusa a Câmara Municipal do Funchal (CMF) de “má-fé” pelo facto de não responder “a nenhum dos diversos contactos empreendidos tanto por telefone, como por escrito” pela advogada Isabel Duarte que, neste momento, está a tratar do processo referente ao espólio de António Aragão.

O filho do artista disse que, na altura em que Ricardo Veira já não era o advogado que estava a dirigir o caso, a CMF “continuou a endereçar correspondência” ao mesmo, notificando-o no dia 14, isto é, quando este já tinha o mandato revogado, para, num prazo de 10 dias, providenciar o levantamento do espólio que se encontra guardado no Teatro Municipal Baltazar Dias, salientando que “a autarquia não se responsabiliza, em caso algum, pela perda ou deterioração dos bens em referência”.

“Ou seja, ao contrário do que a CMF sempre declarou publicamente, esta, na verdade, não manifesta na prática qualquer interesse na aquisição do espólio de António Aragão”, frisou.

No seu entender, esta situação significa que a autarquia funchalense está a “desprezar” a advogada e empenhada na “imediata devolução” do espólio em vez de negociar a aquisição, inclusivamente “numa altura em que o leiloeiro já comunicou a aquisição directamente com a família por não nos representar mais no referido processo”.

“Isto é, a CMF reservou, por iniciativa própria [e não nossa], o espólio do meu pai desde 26 de Fevereiro do ano passado, tendo deliberado a aquisição e o seu pagamento, mas nunca o pagou nem tentou ultrapassar com os proprietários qualquer problema que existisse, sendo que, entretanto, tomou posse dele no início de Outubro de 2015. Com este comportamento de autêntica burla qualificada, a CMF causou-nos um prejuízo enorme na ordem de centenas de milhares de euros, não só por nos ter impedido de, entretanto, vendermos o espólio a verdadeiros interessados fora da Madeira [perdemos numerosas oportunidades, documentadas], como também ofendeu gravemente a honra e a dignidade do nome do meu pai, que foi negativamente afectado no mercado da arte pelo ostracismo a que a autarquia do Funchal votou o espólio artístico de António Aragão”, reforçou.

Tendo isto em conta, revelou que já foram dadas instruções à advogada para, “a se verificar a continuidade deste comportamento criminoso da autarquia do Funchal, ser intentado ainda durante o corrente mês, junto da Procuradoria-Geral da República, um processo crime contra Paulo Cafôfo, por suspeita fundada e documentada da prática do crime de prevaricação, que estabelece o seguinte: O titular de cargo político que conscientemente conduzir ou decidir contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém, será punido com prisão de dois a oito anos.”, concluiu.

in Diário de Notícias Madeira, 24 de Novembro de 2016

17 novembro 2016

Portugal: um país governado por psicopatas (só pode)


 

Solidários com Maria de Lurdes Lopes Rodrigues!
 
Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é uma investigadora portuguesa que foi detida e levada para a prisão de Tires, no dia 29 de Setembro, onde deverá cumprir, segundo a sentença, três anos de prisão por crimes de difamação e injúria contra juízes e magistrados. Porque acreditamos que a pena é totalmente desajustada à gravidade dos crimes que lhe são imputados e de que foi acusada, e que a sua prisão resulta de um erro judicial que se traduz numa violação de direitos humanos, consideramos que a libertação imediata de Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é a única forma de corrigir a injustiça cometida e de preservar valores fundamentais como a liberdade de expressão numa democracia.

Com efeito, após a não atribuição daquela bolsa, Maria de Lurdes apresenta queixa contra o Ministério da Cultura e o então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho pelas ilegalidades da não atribuição, tendo exigido ao Ministério, assim como o solicitou o Juiz que se debruçava sobre a queixa apresentada por aquela cidadã, por três vezes, os Pareceres do Júri que consubstanciavam a não atribuição da bolsa a que considerava ter pleno direito, mas esses Pareceres nunca foram apresentados pela simples razão de que nunca existiram, conforme um dos membros do supracitado júri veio a admitir à queixosa.

Esta inqualificável recusa em apresentar os pareceres ao Tribunal, levou a que o Juiz que presidia ao julgamento, perante a evidência da ilegalidade, em vez de exercer a autoridade sobre os faltosos, fazendo-os cumprir a determinação do Tribunal para que apresentassem os ditos Pareceres, tivesse, antes, optado por arquivar o Processo!

Em sede de recurso, foi dada razão à Maria de Lurdes Lopes Rodrigues, mas tratou-se de uma vitória com sabor amargo porque, como o próprio acórdão reconhece, passado tanto tempo entre a queixa e a decisão, já não havia condições materiais para a ressarcir dos seus direitos. Ou seja, já não havia bolsa nem fundos que assegurassem o seu financiamento!

A partir daí o caso muda de figura, a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues apresenta uma queixa-crime contra todos os Juízes que participaram na decisão, e contra os decisores do Ministério da Cultura que deliberaram a não atribuição da bolsa.

Estes factos, produzidos a montante, promovem a jusante, uma reação em cadeia. Maria de Lurdes Lopes Rodrigues é vítima desses processos. E é por isso que hoje se encontra na condição de reclusa. Por ter denunciado manifestas ilegalidades em termos que os visados consideraram como injuriosos e difamatórios. E é por não estarem de acordo com o conceito de Justiça que decide enclausurar uma cidadã comprometida com o progresso, a inovação e a vida social do seu país, que esta Petição e os seus peticionários a promovem, esperando que o assunto mereça a ponderação de Vossa Excelência e dos órgãos que estes venham a considerar necessários chamar para, por um lado, esclarecer a génese e o rumo dos eventos que levaram à prisão desta cidadã e, por outro, que influenciem a revogação da pena que lhe foi injustamente aplicada.

A Maria de Lurdes Lopes Rodrigues foi presa a 29 Setembro deste ano! Num Portugal do Século XXI não podemos aceitar que haja crimes – e muito menos penas de prisão efectiva – para delitos de opinião. No entanto, a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues está presa porque ousou questionar o poder discricionário do então ministro da Cultura – Manuel Maria Carrilho - e do Ministério a que presidia. Ministro e ministério que, segundo alega – e ficou provado em tribunal -  lhe retirou o direito a uma bolsa que tinha ganho por mérito, num concurso em que ficou em segundo lugar e em que o primeiro da lista desistiu.  Uma bolsa para continuar a estudar cinema na Holanda quando tinha chegado da Checoslováquia onde igualmente tinha estudado cinema com outra bolsa por si ganha.



Mensagem Anonymous Portugal



Mais denúncias sobre a ladroagem do governo português


16 novembro 2016

António Aragão (résumé)


António Aragão
Painter, Sculptor, Historian, Researcher, Writer and Poet,
António Aragão was one of the most important personalities
of Portuguese Culture

Painter, sculptor, historian, researcher, writer and poet, António Aragão was one of the most important personalities of Portuguese Culture during the last century until his death in 2008.

António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia, was born in Portugal, Madeira Island, in S. Vicente on the 21st of September 1921. He died in Funchal on the 11th of August 2008. He soon broke the barriers of geographical isolation to perch himself on academic stages and afterwards he earned, with high merit, aesthetics, art and technique, a cutting-edge place in Portuguese culture.

He graduated in Historical and Philosophical Sciences from the Faculty of Linguistics at the University of Lisbon and in Librarianship and Archive from the University of Coimbra. He studied Ethnography and Museology in Paris under the guidance of the Director of UNESCO's International Council of Museums. He attended the Central Institute of Restoration in Rome, where he specialized in art restoration and worked in the laboratory of restoration of the Vatican. He held a scholarship for the Calouste Gulbenkian Foundation in Paris and Rome.

Aragão Mendes Correia was a man of rich creativity, lively, controversial, nonconformist, sometimes even eccentric he left his indelible personal marks  in places he passed through. It was hard not to notice him when he got to work, whether it was in the investigation of history and ethnography, or when he sculpted, painted or wrote. The amount of cultural heritage that he has handed down to Portugal, and in particular to Madeira, is much richer, in quantity and quality, than the recognition he received. During Antonio Aragão’s life a street was named after him in Funchal as a gesture from the city hall, however, the real tribute is still to be done.

He was Director of Madeira Regional Archive and also Director of Quinta das Cruzes Museum (Funchal). He was the brother of the now deceased Ruth Aragão de Carvalho,  who was married to the actor Ruy de Carvalho. He is the father of Marcos Aragão Correia, a well-known Lawyer, Activist and Author.

As a researcher of the history of Madeira Island, he published: “Os Pelourinhos da Madeira” – Funchal 1959  ; “Quinta das Cruzes Museum” -  Funchal -1970; “For the History of  Funchal- Small steps of its memory”- Funchal  1979;  “Madeira seen by foreigners 1455-1700”  Funchal 1981; The arms of the city of Funchal in the course of its history”-  Funchal 1984; “For the History of Funchal” – 2nd editions reviewed and complemented – Funchal 1987; The spirit of the place- Funchal city- Lisboa 1992.

Within the studies he carried out, the excavations on the land where the airport was built must be highlighted, where previously stood Nossa Senhora da Piedade Convent from the fifteen century - Santa Cruz - 1961.

The result of this dig was the survey of the general layout of this Franciscan Convent and the study of its typical features, what stands out from the exhumation of the varied booty, is the patterns of hispanic Moorish or mudéjar decorative tiles, coming from the South of Spain. What also stands out are the multiple copies of Portuguese decorative tiles from the sixteenth and seventeenth centuries as well as primitive elements in stonework – convent doorways, windows, main archway of the church, water mains,  gravestones, pavements, which lay nowadays in the gardens of  Quinta Revoredo – House of Culture of Santa Cruz.

All works were fully documented with stringent plans, drawings and photographs. This work, commissioned by Junta Geral do Distrito do Funchal, was delivered in this institution and, in turn, at the time, deposited partly in the Quinta das Cruzes Museum.

In the area of Ethnography he carried out the collection of Traditional music from Madeira and Porto Santo Islands in 1973, co-authored with professor and musician Artur Andrade, which was published in 2 LPs in 1984.

In literature he participated in collective actions, anthologies, and other significant events: “ Experimental poetry” -  1964 e 1965 (he is the cofounder of this magazine); Visopoemas . 1965; Ortofonias  (with E.M. Melo e Castro) – 1965, Operação I -1967; Hidra I -1968 , Hidra 2 -1969 ; Anthology of New  Portuguese Poetry -1971, Anthology of tangible poetry in  Portugal - 1973, European Visual poetry anthology -1976; Portuguese poetry anthology. 1940-1977. 1979; Anthology of Surrealist Poetry in Portugal; OVO/POVO -  1978. Lisbon and 1980, Coimbra; PO.EX. 80 - National Gallery of Modern Art, Lisbon - 1980 e 1981 ; Filigree. (Journal of international expansion). Co-founder - 1981, Funchal; Portuguese lyrics – Anthology - 1983; Poemografias - 1985; I International  Lively Poetry Festival  1987, Figueira da Foz;  Poetry: other writings, New supports -1988 -Setúbal;  Electroarte - Commun Grave. Lisbon - 1994.

At an international level his participation in the following must be pointed out: Seville 1980; in Italy and Brazil 1982; 1983, Cuenca; 1984, Commune of Milan -  Italy ; 1984, San Francisco, U.S.A. and Barcelona; 1985, Israel and New York; 1986, México and  Seville; 1987, México and France; 1989, Italy and  Paris; 1990, Siegen -  Germany, México and Washington - U.S.A.; and  1992, Madrid.

He collaborated in various demonstrations of Mail-Art and Exchange, spreading his work in specialty magazines. He wrote for “Comércio do Funchal” ; Línea Sud - Naples; Letras e Artes - Lisbon; Express; Colóquio-Artes/Calouste Gulbekinan Foundation; Diário de Notícias – Lisbon ; Comercio do Porto; Espaço Arte. I.S.A.P.M. and Diário de Notícias -Funchal.

In fiction we must point out: Romance of Izmorfismo - 1964; A hole in the mouth - 1971; The 3 Farros (with Alberto Pimenta), 1984; Apocalipse Texts - 1992.

In the area of poetry we must refer to: First Poem -1962; Folhema I and Folhema II -1966; More exactly p(r)o(bl)ems -1968; Blue and White  Poem - 1971. Banks - 1975; Space Poetry  POVO/OVO (áudio-visual), 1977; Matenemas, 1981; Pátria, Couves, deus, etc, com Tesão, Política, Detergentes, etc, 1993; Joyciaba - In Joycina -1982.

For theater he wrote the NAKED disaster in 1980 that won the National Prize.

As an artist he stood out both in painting and sculpture. As a sculptor he is noted for Santana, in hard stonework, in  Santana City Hall - 1959; He is also renowned for the following works: the monument that commemorates the 5th centenary of the death of Henry the Navigator, the sculpture in stone that was part of the project leaded by the architect Chorão Ramalho, Porto Santo 1960; the bas-reliefs in polychromatic ceramic allusive to the work in the sea and agricultural activities, that is located in the Municipal Market of Santa Cruz, 1962.

In painting he has been renowned since the 1940’s, due to different themes covered and the study of distinguished techniques.  He carried out several exhibitions in Portugal (Divulgação Art Gallery, Quadrante, Galeria III, Diferença Art Gallery, Calouste Gulbenkian Foundation – II Portuguese Painting Exhibition) and abroad – Spain (Madrid, Seville, Barcelona) ; Mexico, France (Paris); Italy (Rome and Turin).

António Aragão completed a contemporary art project based on new technologies, in a house that he owned, at Lapa, in Lisbon. The project encompassed a "popular education association" with an avant-garde art gallery, to which PATRONAGE was assigned by the Secretary of State for Culture.

Before the prolonged illness that he suffered until his death, António Aragão, now back in Funchal, painted his last paintings, a series to which he entitled "the monsters”", a true and corrosive critique on the hypocrisy dominant in society.

António Aragão’s last solo exhibitions took place in Madeira.

The antepenultimate exhibition that was commissioned by António Rodrigues in April of 1996 took place at the House of Culture in Santa Cruz. In this exhibition 16 of his last paintings were included and also a retrospective selection of 13 other paintings developed in the 1950’s and 60’s using different techniques.

The penultimate, Retrospective Exhibition, took place at  “Casa da Luz”, in Funchal.

The last exhibition of António Aragão before his death, was at Madeira Contemporary Art Museum (S. Tiago Fortress in Funchal).

António Aragão’s family (wife and son) donated a great part of his historic assets to Madeira Regional Archive.

«António Aragão is one of the greatest people from Portuguese Culture of the 20th century. He carved the figure of the façade from Francisco Franco School, and he also left magnificent ceramics - in addition to this he had been a great Historian, and we must point out his great work as Director of Madeira Regional Archive during the 70’s.»

Dr. Rui Carita - Visiting Professor of History at Madeira University and Colonel from Portuguese Army.



António Aragão by the perspective of Dr. Jorge Marques da Silva:

«It’s rare to find a person with activities so dispersed, so rich, so widespread and so professionally specialized. He recreates history studying the past with; he fights for  the assurance of his permanence through scientifically applied restoration; he  reads the reality of the present, he understands and he explains investigating in an avant-garde experimentalism the goals of the future, he invents in the solitude of the island new directions that are from the world.

Historian, restorer, novelist, museologist, ethnographer, painter, sculptor or poet, he escapes all the attempts of exact cataloguing.

He published a book about the History of Madeira and he had others to publish or almost finished; he studied in Rome and Paris with a grant from the Calouste Gulbenkian Foundation;  he implemented historical and urban studies, including the cataloguing of Funchal and Porto Santo and the artistic inventories of a part of Madeira Island - Calheta, Ponta do Sol, Ribeira Brava and Câmara de Lobos Counties- (by the request of  specialized official entities), which are awaiting to be published. He also began to collect a great part of the folklore and ethnography from Madeira and Porto Santo.

It's not the specialist of our century which deepens the restricted knowledge of reality, he has a syncopated vision of life; It's not the encyclopedist that on its dispersion does not deepen the truth; It's not the philosopher who absorbed through the mental gymnastics forgets life’s material character. He is a bit of everything, but too much of everything.

This complexity raises the myth. The figure of António Aragão is involved in the questions of mystery when, in closed circles, late into the night, we ask ourselves again: but who's Aragão?

Known in foreign cultural media, anthologized in several publications both domestic and international, his activities seldom took prominent place in the Island’s press. He is an unknown in the Island that he knows.»

Dr. Jorge Marques da Silva, Art teacher at Madeira University, in Catalog of the retrospective exhibition of painting of António Aragão (1957-1965).


António Aragão by the perspective of Dr. Fernando Aguiar:

«António Aragão, who died on the 11th of August  [2008] in Funchal, was one of the forerunners of Experimental Poetry in Portugal in the beginning of the 60’s and of electrophotographic during the 80’s. He was followed by a group of artists such as António Nelos, António Dantas e César Figueiredo, among others, who undertook important work in this area, he was the main theoretician.

As an experimental poet António Aragão had a fundamental importance in the creation of this movement, together with Ana Hatherly, E.M. de Melo e Castro, Salette Tavares, and José-Alberto Marques, being at the origin of the “Poesia Experimental 1 e 2” (1964 e 1966), “Operação” (1967), Suplemento do “Jornal do Fundão” (1965) e da “Hidra 2” (1969) magazines.

He was also one of the creators of the first  “happening” in Portugal, “Concerto e Audição Pictórica”, together with E. M. de Melo e Castro, Jorge Peixinho, Salette Tavares, Manuel Baptista, Clotilde Rosa e Mário Falcão, in 1965.

As a writer António Aragão published “Um Buraco na Boca” [A hole in the mouth] (1971), the first experimental novel published in Portugal, and some poetry books such as “Folhema 1” and “Folhema 2”, both from 1966, “Os Bancos” (1975) and “Metanemas” (1981).

During 1968 he published  “mais exacta mente p(r)o(bl)emas”[more exactly p(r)o(bl)ems], this was the book which raised interest in experimental poetry, and is one of the fundamental books in my training as a visual poet. As I had mentioned several times it was included in a Congress at Mexico City where we both took part. I write out the preface of my book : “Os olhos que o nosso olhar não vê” [the eyes that our sight doesn’t see]: “A very special greeting for António Aragão,  because, with his book “MAIS EXACTA MENTE P(R)O(BL)EMAS” ”[more exactly p(r)o(bl)ems] that I bought in a used bookstore when I was sixteen (together with “POEMAS POSSÍVEIS” [POSSIBLE POEMS] from  an unknown poet who is today is a Nobel laureate) he took me irreparably to this form of poetic expression.”

The work of the António Aragão has not yet been studied adequately to be given the importance it deserves in contemporary poetry in Portugal.

I've always had tremendous admiration and friendship for Aragão who participated in more than three dozen activities organized by me such as Exhibitions, Festivals, poetry Anthologies and collections of experimental Portuguese poetry published in several international magazines and I prefer to leave here some previously unseen images of this important creator and friend.»

Dr. Fernando Aguiar, Art teacher and Artist.


News from Lusa Press Agency on the 11th  August  2008:

Madeira: António Aragão, great figure of the 20th century culture died

Funchal, 11th August (LUSA) - The poet, historian, painter and sculptor from Madeira Island, António Manuel de Sousa Aragão, 86 years old, deceased today , in Funchal, illness victim.

Lusa
19:37 Monday, 11th of August 2008
António Aragão distinguished himself in various areas of national and regional culture. He graduated in History and Philosophic Sciences by from the Classical University of Lisbon and in Librarianship and Archive from the University of Coimbra.

He trained in France and Italy, in ethnography, museology e and art restoration and as a painter he exhibit in Barcelona and London and he also participated in avant-garde experiences in England, Brazil and Italy.

The historian Rui Carita remembered him, to Lusa Press Agency, as a "great friend and one of the major figures of Portuguese culture of the 20th century."

With "Poema Primeiro", "Folhemas 1,2,3 e and 4", "Mais Exactamente P(r)o(bl)emas", "Os Bancos e Metanemas" " he was one of the greatest poets from the 60’s".

António Aragão also tried fiction - "Um Buraco na Boca" - and dramaturgy - "Desastre Nu" - and also left a legacy in sculpture.

"For example, he carved the figure of the façade from Francisco Franco School , having also left magnificent ceramics - aside from being a great historian", recalls  Rui Carita, who also emphasized "his great job as Director of  Madeira Regional Archive, during the 70’s".

LAR.
LUSA – Portugal Press Agency.

15 novembro 2016

"O levantamento que o Dr. António Aragão fez nos anos 60, do património edificado da cidade do Funchal, quase 60% já foi destruído"

António Aragão


Excerto da intervenção do deputado (independente) Gil Canha na reunião plenária de 6 de Janeiro de 2016 da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira:

«Aqui na Madeira, efetivamente, como já digo há muito tempo, nós sempre nos preocupámos mais com o preço do aguardente e do vinho do que propriamente com o nosso património. Basta dizer que o levantamento que o Dr. António Aragão fez nos anos 60, do património edificado da cidade do Funchal, quase 60% já foi destruído. O Dr. António Aragão publicou vários artigos em várias revistas, referenciou muitas quintas, muitos monumentos, muitas fortificações e até habitações na cidade do Funchal, infelizmente foram quase todas elas demolidas. E aquilo que falou, faz-me lembrar a famosa Quinta Deão, que foi um crime que já foi praticado no tempo do Estado Novo. Temos um corolário de destruição do nosso património que é, de facto, assustador.
Lembro que o próprio Dr. Miguel Albuquerque também foi um instrumento da demolição do nosso património, basta dizer que há bem pouco tempo, na Praça do Carmo, demoliu uma moradia do século XVIII que deu agora lugar a uma pastelaria e a um edifício de escritórios que, como há muita falta de escritórios na Madeira, fez-se lá uns escritoriozinhos.
Lembro-me também dum crime que foi praticado aqui na Madeira, pela Cooperativa, se não me engano, a Nossa Casa, que foi a questão do Palácio dos Menezes, que era, de facto, uma moradia lindíssima, com pinturas do Max Roemer no interior, e que foi destruído pelos patos bravos da Madeira Nova.
Uma vergonha e que nós fomos assistindo, sempre, sempre sob o pretexto do desenvolvimento e de dar emprego e que, de facto, não se podia ser Velhos do Restelo, contra o desenvolvimento, que foram sempre os chavões do regime do PSD e que cada vez têm destruído mais a nossa cidade.
Aliás, eu costumo dizer que o Dr. Miguel Albuquerque fez mais destruição no nosso património edificado do que o bombardeamento dos submarinos alemães na Primeira Guerra Mundial!
(...)
nós sabemos que existem ali, no Infante, moradias dos anos 40, e eu fiz um grande esforço, quando estive na Câmara, para classificá-las, infelizmente o Sr. Prof. Paulo Cafofo fez um grande esforço para desclassificá-las, e neste momento o processo voltou atrás.»,

Gil Canha.

12 novembro 2016

Poema de António Aragão: "Câma Minicipal do unhal - MÁGUAS - AVISO"

https://1.bp.blogspot.com/-4M7xOD65x-k/WCeWLxAlwaI/AAAAAAAABJ8/IFiGOgz2XC4ulFAXykupY8099bOK9oYdgCEw/s1600/AntonioAragaoPoemaCamaraMunicipalFunchal.jpg

Câma Minicipal do unhal - MÁGUAS - AVISO, in Mais exactamente p(r)o(bl)emas, António Aragão, 1968.
Poema seleccionado pela PO.EX no âmbito da intervenção, memória, descomemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, 10 de Junho de 2014.
PO.EX resulta de dois projectos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela União Europeia, tendo tido a Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa como Instituição proponente.
http://po-ex.net/exposicoes/visitas-guiadas/portugal-camoes-comunidades